Margarida no campo
Em dia de chuva
Qualquer dia,
Suave corre molhada
Sem despregar do chão
Feito a menina
Tem medo de amar
Se molha mas não
Deixa o amor brotar.
Agora que pena
Tens a levar
Talvez amando
Sua alma voar.
Iluminada como o sol disse ela
E estava mesmo
Deslumbrante bela Radiante
Diamente refletindo luz,
O sorriso um lago cristalino
O olhar de sonho e riso.
Os cabelos numa única onda,
A brejeirice do colo
Transparecendo toda
Malemolencia de menina,
Mulher infanta e senhora.
Dentro do vestido barato
Uma rainha de beleza e
Elegância, fazendo inveja
Às nobres pobres da alta
Burguesia, perdida
Em luxo e mesmices
Como se ainda existissem...