quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Margarida no campo

Em dia de chuva

Qualquer dia,

Suave corre molhada

Sem despregar do chão

Feito a menina

Tem medo de amar

Se molha mas não

Deixa o amor brotar.

Agora que pena

Tens a levar

Talvez amando

Sua alma voar.

Iluminada como o sol disse ela

E estava mesmo

Deslumbrante bela Radiante

Diamente refletindo luz,

O sorriso um lago cristalino

O olhar de sonho e riso.



Os cabelos numa única onda,

A brejeirice do colo

Transparecendo toda

Malemolencia de menina,

Mulher infanta e senhora.



Dentro do vestido barato

Uma rainha de beleza e

Elegância, fazendo inveja

Às nobres pobres da alta

Burguesia, perdida

Em luxo e mesmices

Como se ainda existissem...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Dos aromas do teu corpo

A natureza roubaria

Fragrâncias duradouras...

Tocam sinos

Quando você

Aproxima,

Ascendem estrelas

Quando me olha,

No fundo espelhado

Do teu olho,

Abismos

De profundidades

Diversas,

Cada arremesso

Um universo despedaça

Outro renasce.

NA PROFUNDA SOLIDÃO DO MEU UNIVERSO

NENHUM ABRAÇO NEM AFAGO

AUSENCIAS CADA VEZ MAIS PRESENTES

VAZIOS ABSOLUTOS TOMANDO POSSE

A FOTOGRAFIA COLORIDA DESBOTANDO

NESTE CINZA QUE INVADE E FICA,

EU NÃO SABIA...

Distante é só uma perspectiva

Deixar de lado também o é.

Ficar em paz é uma ilusão

Estar em harmonia furacão

Devastador.

Amor amigo

Confunde o riso

Trespassa o abraço

Define limites

Sem palavras

Amantes,

Amor amigo

Fere na alma

Queimando a pele.

Quando a música parou

não estavam preparados

Sem combinar

Foi cada um para seu lado...

Todos os caminhos vinham

Dizia Quintana,

Hoje nem passos

Nem pedaços,

Metades vagando

Numa poesia

Que só diz por

Necessidade de sobreviver.

Pétala delicada

Arrancada da flor

Não é mais pétala

só dor.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Fiz um verso lembrando
do teu cabelo,
o vento levou
esparramou na campina.
Hoje brotam cachos ondulados
morenice que saiu do papel
virou florada fora da estação.