terça-feira, 13 de agosto de 2013

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Escrevo palavras saídas dos sentidos,
aleatórios, diários. 
Vestidas,  por vezes revestidas,
sem lustro ou acabamento,
me descrevo

sábado, 10 de agosto de 2013

.

Na incerteza foi em frente, sob chuva,
no escuro,
melhor andar que sonhar.
A poça d'água molha os pés
engole as lágrimas,
não lava a alma,
passos esparsos num mundo
quase sem encanto,
este é o caminho de quem acorda
ao lado do espanto.
Sacudido do pesadelo,
tropeça nas lembranças
se socorre das memórias.
Na certeza de que um dia existiu verdade,
antes do temporal.


domingo, 4 de agosto de 2013

O verso hiberna em mutação,
experimenta a transição.
Renasce palavra onde 
o verbo não encaixou.
Rebrota, contradizendo
o destino.
Me choro em solidões 
que Clarice nenhuma previu.
Me encanto
no canto que imagino
e não ouvi.
Me proso nuns versos,
atirados,
nem semente ou fundação.
Solitária, escrevo.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

me duele que me corte la vida en tiras

.

ela se foi, ela se foi
ampare nos braços esta dor
envolva no sorriso este amor,
desenhe com os dedos 
os dias de amor,
mantenha se em pé ereta 
veja o horizonte,
se amanse com a dor,
voe dentro do imenso vazio,
se deixe com minha dor.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Bota esta saia pra girar,
dança roda, aventa o mal
espalha o bom,
ilumina a tarde com teu som,
teu riso cristalino,
amacia o mundo com teu dom.


terça-feira, 30 de julho de 2013

Veio lá do Alegrete, entre anjos grilos e versos,
fez do mapa da cidade sua amada,
andou em esquinas  sonhadas em casas assombradas,
querido Quintana,
um 30 de julho,
despertou o pampa para a poesia
de borboletas risos e nuvens.