quarta-feira, 17 de julho de 2013

Como poeta antigo,
tísico,
numa estação
de cura,
bebo sol.


Vista dos morros de Dois Irmãos RS

segunda-feira, 15 de julho de 2013

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Tudo que seca desaparece deixa marca,

como o quadro que não esta mais na parede.

Fica lá muito mais presente do que qdo estava realmente.

Resistir às lembranças são filmes sem final,

são poesias fragmentadas são vidros quebrados.

Meus cacos não sangram nem cortam, meus cortes não gritam nem gemem,

a ausencia deixa o ar parado e o sentimento anestesiado.

Não me acordem,

preciso de mais morfina e o quadro de volta na minha retina.
Amigos son nubes blancas
en medio del azul dibujando amor
de distintas formas, hace bien mirar,
son abrazos de aire. Amar.
  ( tradução carinhosa de Pablo)

quinta-feira, 11 de julho de 2013


Da próxima vez que acreditar  vou estender um pano vermelho

bem diante dos olhos, pra doer a vista e lembrar que sangra.

sem fim...

A despedida sem beijo
um olhar na distancia
virando a curva do mundo
desapareceu o sonho.

Um romance no ar
as mãos que se dão
uma boca pra beijar
tanta lágrima a molhar.

Andar pelo caminho
aguardar o outro
viver e conviver
juntos.

Ilusões feitas de palavras
sonhos feitos de amarras
abraços feito de amor
e dores feitas de mágoas.

Tem sempre um grito 
chamando,
vem pra mim,
seja de verdade enfim.

sábado, 6 de julho de 2013

.


...

O que sufoca é a porta fechada
em silencio trancada,
emparedada na poesia.
Angústia, doida varrida,
correu pro alto do prédio,
covarde demais para se jogar,
vai gritar
rasgar a roupa
marcar o corpo
chutar a dor.
Libertar o amor
para onde foi o amor?

Pele

pele calada,
vontades contidas, 
restritas formas de sentir,
a beleza  das mãos,
pele sagrada,
 envolta em saudade,
 irrestrita, sem limite,
 ausência que grita.