terça-feira, 30 de novembro de 2010

uma janela aberta

vendo tudo

até o sentir alheio

conhece alguma

ventania bordeline?

uma menina sem malícia

que na dança

não prega nada

só dança por prazer

te enlaça e rodopia.

sábado, 27 de novembro de 2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

sofrer sem ter piedade de si
cantar para o outro
quando a alma grita
nada pior que a
desilusão
o beijo amargo
da realidade
e na verdade entender
que a dor
tras a inspiração
a canção e a letra
sem importar
se colore ou desbota.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

escrevo porque respiro
complexidades sem fim,
sentimentos doçuras
estranhamentos
afastamentos distancias,
primaveras e verões
algumas prímulas
metade de uma lua
um blues um cheiro
escrevo crucificada,
dentro de cada
palavra não dita
...
infinita.
 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Se acordo flor 
derramo palavras
despertando mulher 

 jogo charme
amanhecendo artista 

sonho
palcos e asas luzes,
é quando mais penso estar
viva.

A poesia tropeça na fantasia
para contar alforrias
subir degraus pular muros
nas palavras desenhadas,da poesia
tua vida, parece com a minha.

domingo, 14 de novembro de 2010

Na ciranda dos dias
meu coração dança
hoje sim amanhã não
na roda cirandeia
minha pele incendeia
agora sim agora sim...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

escrever é um ofício
ingrato e delicioso
saber que nos leem
remete a outros tantos
inscritos registros
respingos,
sujar o papel
com letras
é cantar na janela alheia.



terça-feira, 9 de novembro de 2010

Libélula

Inflo meu peito
não questiono o volume
suspiros são um direito
borboleta tu que voa
sempre feliz a cantar
me diga aonde encontro
este ardor que desnorteia
meu amor libélula


Medo que ronda o ar
solavancos na memória
Pantera a se esgueirar
Calcinada pelo fogo
enxerga cordeiro lobo
corrente terra arrastar

Como explicar tanta gente
Truncado jogo do amar
existe gozo maior?
rio negro emana paz
unindo algo tão raro
terra sol azul do mar

Volta!
volta e meia vamos dar
tentando bater asas
formando as revoadas
um dois três sempre a voar.

http://www.missoesdopio.blogspot.com/

quarta-feira, 3 de novembro de 2010



-- gosto tanto de ti
e não vejo as dores
só as flores do gostar,
por isso a poesia vem
me deita me aceita
se deleita e me tem,
como eu a ti.

Nunca fui tão linda, nem tão boa, nem tão eu.  Mais facilmente me balanço na teia da aranha, vejo flores de outras cores. Passarin...