quarta-feira, 15 de abril de 2015

A lua nadando
no último gole de chá,
no fundo da xícara,
me mostra o finito
da noite, do mundo,
bem quando bebo a poesia.


terça-feira, 14 de abril de 2015

É um desatino
ouvir música tão linda,
pernas e braços, querendo 
bailar, abraçar rodopiar,
a nuca arrepiar a boca namorar,
os pés não precisam pisar
os passos são asas leves,
suavemente os olhos
se encontram 
e dançam.


                                     fotógrafo francês Ludovic Florent - Poussières d’étoiles (poeira de estrelas)

quarta-feira, 1 de abril de 2015



O silencio do balanço do verde, 
preparando o outono,
os piores segredos bem guardados no porão 
no coração, na canção.
Toda coragem armazenada nos olhos,
fazer parte da vida sem escolher
o que virá.
Sem certezas, só andando, sem medir
as distancias.
Virar as esquinas prendendo o fôlego,
desarmada enfrentando os medos
coragem para se auto conhecer,
sem bulas ou guias.

Nunca fui tão linda, nem tão boa, nem tão eu.  Mais facilmente me balanço na teia da aranha, vejo flores de outras cores. Passarin...