domingo, 29 de abril de 2012




A cabeleira vermelha na sala escura
Clareou  a noite,
Os lábios encostando no bocal do sax
Ato de amor.
Atrás do aro preto do óculos
Um mundo novo em azul
A poesia aguardando os acordes,
Perfeita harmonia.
Derrama os sons onde entra  o lírico
Ode e música,
Nem um suspiro
O coração aos saltos,
Rajadas coloridas de jazz
Na poesia dos cristais.

sábado, 28 de abril de 2012

Desapego__os the darma lóvers (ao vivo)

Ao pisar na poça
A lua inteira se despedaça, os cacos pela calçada
Ao voltar as costas meu mundo inteiro entrou nas botas
Daí eu caí na estrada...
Ainda atravesso as mesmas madrugadas
em outras ruas,  as pedras são diferentes
mesmo céu, lua, estrelas
mudou os sons ,
mudaram as portas
e aquele bar já não abre 
até tarde.

Ainda caminho como quem foge
 não preciso mais entender,
muitas surpresas a luz do dia 
perdem o sentido.

Ainda levo o sonho guardado
se quem ama sabe, deixa ir
meus pedaços ficam,
a falta que me fazem é dor crucial.

Ainda tenho coragem de atravessar 
longas estradas vazias,
 acovardo quando me olhas,
sem as cortinas que teimo em cerrar.






liberdade
teu peso é imenso
imenso
imenso.

Bruna Caram - Nascer de novo

Encontrei o reflexo da minha janela,
 custo a crer que  existe,  
me responde quando não pergunto, 
cala, quando quero crer

quinta-feira, 26 de abril de 2012



Lambuzou-se de creme 
olhando fundo naqueles olhos
no espelho,
descobrindo partes nascidas
esquecidas, 
temperou-se de cheiros
fechando os olhos,
ouvindo as elegias
descobriu
amarrada atada liberta,
asas que não deixam de voar.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Viver que se precisa no momento
Exato
Acreditar na mão enlaçada na tua
Incerto
Te ver da sacada florida
Antiga
Tocar teu cheiro que ficou na esquina
Eterno.

sábado, 7 de abril de 2012

Fêmina
Fêmea
Mulher
Menina,
Batizada sua suada
Desorientada encaixada
Perdeu o mando comando
Reluta no ardor,
Arde sentindo
Nega entrega
Disfarça brinca
Morde a língua ,
Fala no olhar
Ente consciente  fremente
Sem flores recebe teus orvalhos,
Tuas janelas café e cigarretes.

Nunca fui tão linda, nem tão boa, nem tão eu.  Mais facilmente me balanço na teia da aranha, vejo flores de outras cores. Passarin...