domingo, 5 de junho de 2016

06/06

Pois nasci. 
Se foi por Graça, destino ou escolha, não sei.
Na palma da minha mão tem estranhas rotas,
sou feita dos experimentos elementares do mundo.
Ser feliz a maior parte do tempo
não é invenção,vivo intensamente.
Sou assim,vim assim.



terça-feira, 5 de abril de 2016

A poesia que tocava ontem
desfolhou todinha hoje,
antes de amarelar as folhas
antecipou a estação,
quando acabou o abraço.

 Colada no álbum, esvaneceu,
saiu janela afora
virou pensamento do vento,
cavalgando borboletas
fazendo tonalidades no esquecimento.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016



Vai caindo a tarde e a música é a mesma, de outro entardecer, como se o céu fosse um espelho dos dias aqui embaixo. 

São reflexos vadios, que voltam com as lembranças. 

Aquele olhar distante, aqueles planos, aquele sonho da fotografia,
quando minha mão e a tua faziam sombras alegres na calçada.

Nosso horário de passeio, acompanhar as luzes até a noite chegar, 
registrando as silhuetas,
os ciclistas, os encontros.

Quando tempo escrevemos nossa história, sob os jacarandás, acreditando que o destino nos pertencia.

Não precisou despedida, nossa flor não perfumava mais, quando a primeira estrela apareceu.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Primaveras

Quero uma primavera suave pra que possa ter tempo de ouvir pássaros, de colher amoras, caminhar com jazz no pensamento, tropeçar nas flores, sorrir de lembranças, não abrir o jornal, sonhar que o mundo é um jardim, correr atrás de borboletas, escrever mais que falar, sentar nos bancos de praça e ler Quintana com a brisa nos cabelos, esquecer livros para serem levados, não engolir a raiva dos dias, observar nuvens para amaciar o olhar, viver como as notas da ciranda; um giro de cada vez.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Pendurados no varal dos dias, os sentimentos balançam docemente, exalam novos aromas.

sábado, 19 de setembro de 2015

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

                                                      E-book Uni Duni Te



quinta-feira, 6 de agosto de 2015



                                   Do e-book em processo de desenvolvimento Uni Duni Tê 





Esqueceu do aniversário,

do ascendente e dos mantras,

borrado rosto no coração.

Não lembra mais do cheiro;
e o cheiro, era perfume

lembrava o beijo,
 o cabelo, as mãos, o olho.

O amor prá sempre,
a promessa de felicidade,

que ia durar a vida inteira e que se acabou,

depois da volta inteira da ciranda

no salão de piso sem brilho.


sexta-feira, 24 de julho de 2015


Bela e transparente
voa 
no céu que pinta,
sobrevoa
as bocas de leão
que beijam
com mordidas, 
faz rasantes
sobre rosas
que abraçam
com arranhões,
bela e breve
voa livre
invisível aos olhos
da escuridão.

quinta-feira, 23 de julho de 2015




Vazou uma poesia
aqui pelo canto da página,
foi correr mundo,
com sorte desabotoar
as idéias, soltar as rimas
romper fronteiras,
ser livre em qualquer
céu, de qualquer cor.

quarta-feira, 22 de julho de 2015



Aguados os dias
na espera de sol,
pinga pingos resistentes
na poesia faceira.
Pronta pra brincar
aguarda no solo,
vai pular amarelinha
nas poças da calçada,
bolsa cheia de versinhos
para sarau com joaninhas.

sábado, 27 de junho de 2015


         


75 poetas, de várias idades, estilos e países reunidos com o objetivo de construir visões múltiplas sobre o tema “transformação”.
De sonetos a improvisos repentistas, da prosa poética ao rapper, a liberdade lírica dá o tom à obra e ao exercício poético: desafio e superação, medo e coragem, desejo e libertação.
O livro recebe o selo TUBAP Books, prefácio de Chris Herrmann, projeto gráfico de João Baptista da Costa Aguiar e Angela Mendes, com ilustrações inéditas da artista plástica mineira Cristina Arruda.
A surpresa fica por conta das biografias dos poetas, narradas a partir dos olhos dos insetos que os representam.
A renda obtida com a venda do livro será totalmente revertida para o projeto social MANO DOWN, entidade sem fins lucrativos que promove, através da visibilidade, a igualdade social, para que as pessoas com down e outros deficientes tenham liberdade para dirigir a própria vida.
O Lançamento virtual do livro “SOBRE LAGARTAS E BORBOLETAS”, acontece na rede social Facebook no dia 27 de junho de 2015, durante todo o dia, com bate-papo e participação de todos os autores em página criada especialmente para divulgação do projeto, uma oportunidade para discutir literatura com professores, escritores, jornalistas, músicos e premiados artistas:

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Amava o norte e o sul.
Um tinha cheiro de mar
outro aroma de flor,
montou duas moradas
vivia entre malas,
vagões e paisagens.

Entre o um e o outro,
abria a janela
jogava pedidos aos santos,
valha-me Santo Antônio, São Pedro
e Nossa Senhora,
tanta candura num
febre ardente noutro.

As estradas foram dobrando
curvando, encurtando,
amanhecia lua anoitecia sol,
o tempo virando urgência.

Secou o mar, pisou no sal, 
foi viver doçuras, plantar jardins,
viver o hiper realismo de um
jasmim.



"Dois homens traídos pela mesma mulher tornam-se meio parentes."
Albert Camus

sábado, 6 de junho de 2015

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Pela janela vejo a rua
e a poesia brincando
na calçada,
fecho os olhos
e ouço a poesia
cantando na chuva,
acendo a luz
desenho a poesia,
 debruçada na vida.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

A vida assim é uma delícia, 
tua mão percorre meu pescoço suavemente.
No ar uma canção antiga, romântica e linda, 
como deveriam ser todas melodias, destes instantes.

 Desmembrados dos dias atuais, 
das correntes de hiperatividade do mundo, estamos sós.
E tua mão, como um colar, roçando minha nuca e meus pensamentos, 
sorrindo, dançando, momento perfeito de uma manhã de domingo. 

Depois de um temporal, depois da chuva, depois do vento.
 Como  se o mundo tivesse tido uma noite 
de amor selvagem, depois só paz. 
Nem brisa entra pela janela.
  O ar é friozinho e não se ouve barulho da rua.

Acabou se o mundo e sobramos nós, 
dentro da nossa intenção de viver de amor.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Acordou sem amanhecer

Ficou  morando no sonho enquanto ele ainda estava alí.

Impossível imaginar que tantas horas fora do ar, não fosse uma viagem, para algum lugar que ainda não tem nas agencias de turismo. 

Manteria os olhos fechados, pelo tempo necessário de guardar os rostos, os momentos, as cores, os lugares,  os sentimentos e sensações. 

Interferências externas chegando, vem no canto de um passarinho, som de alarme de algum despertador e seguem aumentando os chamados deste mundo, água pingando na pia, porta batendo, um rádio ligado e o sonho se desprendendo em fiapos e floquinhos. 

Jogou  uma bomba de silencio no vizinho que abre as janelas com força e obriga o mundo a ouvir suas óperas estranguladas. 

Um segundo e acaba a viagem.

Metade do sonho esta guardado, a outra metade evolou, subiu, esvaneceu.  

Abriu os olhos contrafeita, o desejo  da casa no campo é quase um desespero. Morar entre  margaridas, sentir o som do vento e falar em pensamento com velhas árvores, estar em silêncio .

É um sonho, além do travesseiro.