sexta-feira, 27 de junho de 2014

 
 
 Sonhava liras em tiras
acordava  em sismas
dias e noites no fim da linha
esfumaçados painéis de vida,
acreditava ter o dom,
tritão nas tardes,
cigarra ágil na  ilusão.

Sorria de lado
supondo ser dono e senhor
cantava Caetano assobiando,
entre nevoeiros e esquinas
roubava pernas e sapatos
em desenhos desfocados,
comeu e lambuzou.
 
Dormia, quando a porta bateu,
chorou na frente do espelho
cada ruga uma risca
cisternas da alma,velha,
não se levantou
morreu no lençol de linho
bordado de florzinhas.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Dálias e camélias,
balançam no canteiro,
molhadas de chuva
se exibem para
violetas na janela.

terça-feira, 24 de junho de 2014

sábado, 21 de junho de 2014

Despida era santa,
vestida, donzelinha,
prendas e rendas
esfarrapadas,
ensacou a moral
lavou o sorriso,
faz do lençol da cama
o documento e ganho.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Saiu de casa
Decidido a matar
Tropecou na flor
Caiu sobre a faca
Morreu inocente.

A cidade enlouqueceu
floriu as ruas, bebeu, girou,
crisálidas barulhavam
dançaram nuas,
estrangeiras sem passaporte,
asas e euforia
utopistas da alegria.

torcida holandesa com gaúchos na avenida Borges de Medeiros-Porto Alegre

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Nem viu a chuva
correu entre as poças
sorriso iluminando a rua
a mão afastando o cinza,
quando chegou,
tinha pintado um arco íris.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Lançadas linhas ocultas
Malvinas no prato
disputa desigual,
soberanas argentinas
cravaram unhas no mar,
quase no fim do mundo
altivas sulistas hermanas.





domingo, 15 de junho de 2014

Decidiu,
deixar o cabelo crescer
fazer nózinhos,
para cada lembrança,
pendurar memórias,
do lado de fora.
Tem a lua, saliva de prata,
se beijasse seria poesia
batom de melancolia,
na boca fria da noite.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

domingo, 8 de junho de 2014

 
Mastiga os versos devagar
 Lambe verbos sem vírgulas
 Acentua o sabor quando
 Sussura poesia.
 
 

sábado, 7 de junho de 2014

Quando o travesseiro do lado,
 murmura teu nome e
 o lençol se enrosca todo,
 a cama é o jardim dos deuses


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Nunca fui tão linda, nem tão boa, nem tão eu.  Mais facilmente me balanço na teia da aranha, vejo flores de outras cores. Passarin...