sexta-feira, 27 de novembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

as palavras estão hj
num trem descarrilado
descendo encosta abaixo
descolorindo a cada
kilometro percorrido
tanta chuva na frente
nao dá p segurar
nem ver o caminho.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Essa poesia moleca
Gosta de rir

Brincar jogar
Ama com travessura

Pula janela
Salta sobre o buraco
Cai em pé.

Poesia de fita
Sem mistérios

Balão pandorga
Pipoca calção

Vestido de chita
Camisa de algodão

Tão bom

Menino menina
Tocando sinos
Com as mãos.
Estou solta no mundo
Nem as linhas
Da escrita me prendem
Asas abertas sobre a dor
A prisão a mesquinhez.

Estou leve sobre o mundo
Cantando sorrindo colorindo
Recebo toda luz
Sem proteção.

Estou vida sobre o mundo
Aquele que eu acredito
Me aceita
Não me desmancha
Sou parte dele me encontro.

Estou borboleta multicores
Solta leve vida
Para não pousar
Só sobrevoar.
A poesia se veste
De consoantes
Para ficar importante.
Põe espaços reticências
Para fazer de conta
Uma elegância para
falar da felicidade de amar.

O poema
Usa letra maiúscula
Rima sofisticada
Para dizer com imponência
As tontices do romance.
Meu melhor amigo
Tem consigo um amor
Que me joga farpas
Pelos olhos
Agulhas através da voz.

O amor do meu amigo
Não sabe que amor de amigo
É bonito inteiro pleno.

Sem o gozo do corpo
Só da Alma.

O meu amigo me faz
Dizer poesias
Acreditar na alegria
Sem culpa ou mágoa.

Amor de amigo
É abrigo abraço e canção.

Sem as sensações da carne
Amor de amigo
É chuva de verão

Lua cheia na beira do rio
Barulho do mar manhazinha

Cheiro de pão quentinho
Cabelo molhado no vento

Gosto bom da vida
Na boca lambuzada
De versos
para dizer
Quanto te amo meu amigo.

Ela é mais
Tem meu amigo parceiro
Dentro e fora.

Eu, tenho amigo fagueiro
Brejeiro, flor sem estação.

domingo, 15 de novembro de 2009

ah a poesia...
se esbalda nas palavras
se veste
se despe
diz verdades que não são
fala mentiras que existem
diz dos sonhos interrompidos
dos desejos esquecidos
do abraço perdido
naquela rua,
daquele perfil
banhado de luar
do ombro tostado de sol
poesia é uma casa vazia
cheia de fantasmas
baile de máscaras que nunca acabou.
Estou dentro
do tempo
infinita flor
recebendo
borboletas
vagas
incertas
coloridas de vida
eu sou o
céu da borboleta,
inatingível
solitária
apaixonada.

sábado, 14 de novembro de 2009


Trenzinho
tras letras
vagões de palavras
comboio de emoções.

Simples, atravessa
os turbilhões pessoais
alimentado de sonhos
fumega ilusões.

Malas esquecidas
cartas amanhecidas.
Segue para uma estação
que não vai chegar...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

o tecido também é estrada
ali se constrói
no tecido a camisa,
na estrada o caminho
visto a camisa e caminho
caminho enquanto
tiro a camisa
um veste outro visa
um leva outro tira.
raiva onda vermelha
tsunami destruidor
mágoa água parada
cheia de podre e vermes
nada poético
surreal
muito real.
escrever
vomitar palavras
cuspir a vida
que não tenho
calar a saudade
cauterizar a ferida
transferir a culpa
do ontem
o sonho do amanhã
nas letras
que se juntam
de diferentes
caras
para mostrar
a minha
sem máscaras.

A poesia tem que fazer sentido
para a Alma.
Não precisa ser bela
de olhos oblícuos
longas pernas.
Sem necessidade de
mostrar conhecimento
técnica, apuro rima.

Transita na reflexão
da amorosidade
ao desespero.
A poesia desenha a vida
que eu busco
a realidade que construo
o mundo que eu pinto
para me colocar lá dentro
e ser feliz.
A emoção sobe a ladeira
as palavras descem rolando
Drumond
Camões
Pessoa
passam pelas portas
jardins janelas pessoas
encontram os caminhantes
tocam os amantes os infelizes.

A poesia anda nua pelas calçadas
nada importa
arquitetura, via expressa
praças, concreto poluição.

A melodia que invade as almas
vem do íntimo
segue pelos campos
sobe a serra
paralisa em frente ao mar.

É tão presente e forte
e é nada só sentidos,
poesia é o sopro dos anjos
nos nossos ouvidos

sábado, 7 de novembro de 2009

Mulherzinhas delicadas
de peles e seios
na vestimenta sem rendinhas
saias, lenços blusinhas.
.
Mulherzinhas deliciosas
generosas
de coxas e bocas
arquejos e soluços.
.
Mulherzinhas de fogo
beleza nos dedos
sabor na língua
força no ventre.
.
Mulherzinhas querendo
fazendo a vontade
desejando amar o amor
no corpo do homem.
.
Mulherzinhas felizes
que beijam as bocas
que abrem os lábios
brincam o amor
enquanto se abraçam.
Quando cai suave
o vestido
todo resto
é relâmpago
e o tornado
tras a chuva
que inunda
minha vida
de estrelas.
o vagalume
acende para voar.
o lume mostra
o caminho.
a lua o destino
teu olhar ilumina
meu infinito.
enluarar o olhar
é caber dentro
do horizonte
estar na tua
miragem.
na taça
a boca
toca o vidro
no corpo
a boca
toca
o sonho
no sexo
eu sou
quem toca
o céu.

Tua pele sob minhas mãos
macio de veludo
no áspero do teu tempo.
Infinito perfeito
desfeito pelo
teu desejo desperto.
Devolve minha caneta
na ponta dela
minhas palavras.

Devolve minha caneta
era ela só da poesia,
meus dedos marcados nela
real nada virtual.

Minha caneta é corpo
encena pedaços de vida
conta todas histórias.

Devolve
porque agora minha
caneta em tua mão
mistura tudo
a poesia e a prosa.

Devolve minha caneta
cheirando a fuligem
asfalto, noite luares
devolve antes que
ela só queira contar
do campo do riso e da terra.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Feito doce
de compoteira
dentro do vidro
tampado.
Do lado de fora
a vontade de provar
a calda.
O vidro é vitrine
janela aberta
para os olhos
os sentidos
vontade de provar a calda
do doce...
se ele me ve
percebe
sabe da minha vontade
de provar a calda.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Era uma peça de seda
branca acetinada
própria para as damas,
levada com cuidados
nos braços da modista.
.
Ao passar pelo portão
enganchou na argola
do avental do jardineiro.
.
O algodão,
cheio de traços fortes
do tempo, de terra
de pequenas marcas
de raízes, brotos e flores.
.
Toda vida que ela desejava
estava ali do lado de fora
dos salões da corte.
.
A rudeza encantadora
do algodão
consumindo a delicadeza
da seda
num só toque.
.
Nem a modista
nem o jardineiro
conseguiram separar.
.
Ou cortavam o algodão
Ou desfiavam toda seda...

domingo, 1 de novembro de 2009


as vezes a poesia busca procura...
não encontra
estava escondida e não apareceu mais
as palavras os verbos e os sons
do sentimento
continuam vibrando,
como tua risada
que agora está longe...

Nunca fui tão linda, nem tão boa, nem tão eu.  Mais facilmente me balanço na teia da aranha, vejo flores de outras cores. Passarin...