Vai caindo a tarde e a música é a mesma, de outro entardecer, como se o céu fosse um espelho dos dias aqui embaixo. 

São reflexos vadios, que voltam com as lembranças. 

Aquele olhar distante, aqueles planos, aquele sonho da fotografia,
quando minha mão e a tua faziam sombras alegres na calçada.

Nosso horário de passeio, acompanhar as luzes até a noite chegar, 
registrando as silhuetas,
os ciclistas, os encontros.

Quando tempo escrevemos nossa história, sob os jacarandás, acreditando que o destino nos pertencia.

Não precisou despedida, nossa flor não perfumava mais, quando a primeira estrela apareceu.


Comentários

  1. Tem algo de amargo na doçura que fica do que se foi ....


    Beijo

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    Respostas
    1. 😊 sempre fica um fiapo do doce quando acaba.

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