Cobra, 
mordendo o próprio rabo,
desenha linhas em pontes
movediças,
corre línguas mortas
no fio da lâmina,
sem cabo.
Escreve mapas entesourando
promessas,
vive em dívidas
sem duvidar de frígidas
flores,
 espetadas na moldura.
Vira e revira o rascunho
diario funesto,
cobra iniciando pelo rabo.

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