Se fez fantasia
Com cores de arte e alegria
Internamente sucumbia ao medo de se ver
Fechava os olhos para não se perder
Era feio, a si mesmo, em segredo dizia
Mas ninguém poderia saber
Vagava em círculos internos, a sofrer
Liberto em um espaço limitado, nervosamente ria
Ir além era risco, então mentia
Confundia dor com prazer
Renegava os amores que pôs a perder
Solitário, não se entregou para a vida
Deixou de ser pássaro-rei
Ao tentar cortar as asas de quem com ele queria voar.
Maria Inês de Oliveira

 

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