sexta-feira, 24 de julho de 2015


Bela e transparente
voa 
no céu que pinta,
sobrevoa
as bocas de leão
que beijam
com mordidas, 
faz rasantes
sobre rosas
que abraçam
com arranhões,
bela e breve
voa livre
invisível aos olhos
da escuridão.

quinta-feira, 23 de julho de 2015




Vazou uma poesia
aqui pelo canto da página,
foi correr mundo,
com sorte desabotoar
as idéias, soltar as rimas
romper fronteiras,
ser livre em qualquer
céu, de qualquer cor.

quarta-feira, 22 de julho de 2015



Aguados os dias
na espera de sol,
pinga pingos resistentes
na poesia faceira.
Pronta pra brincar
aguarda no solo,
vai pular amarelinha
nas poças da calçada,
bolsa cheia de versinhos
para sarau com joaninhas.

sábado, 27 de junho de 2015


         


75 poetas, de várias idades, estilos e países reunidos com o objetivo de construir visões múltiplas sobre o tema “transformação”.
De sonetos a improvisos repentistas, da prosa poética ao rapper, a liberdade lírica dá o tom à obra e ao exercício poético: desafio e superação, medo e coragem, desejo e libertação.
O livro recebe o selo TUBAP Books, prefácio de Chris Herrmann, projeto gráfico de João Baptista da Costa Aguiar e Angela Mendes, com ilustrações inéditas da artista plástica mineira Cristina Arruda.
A surpresa fica por conta das biografias dos poetas, narradas a partir dos olhos dos insetos que os representam.
A renda obtida com a venda do livro será totalmente revertida para o projeto social MANO DOWN, entidade sem fins lucrativos que promove, através da visibilidade, a igualdade social, para que as pessoas com down e outros deficientes tenham liberdade para dirigir a própria vida.
O Lançamento virtual do livro “SOBRE LAGARTAS E BORBOLETAS”, acontece na rede social Facebook no dia 27 de junho de 2015, durante todo o dia, com bate-papo e participação de todos os autores em página criada especialmente para divulgação do projeto, uma oportunidade para discutir literatura com professores, escritores, jornalistas, músicos e premiados artistas:

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Amava o norte e o sul.
Um tinha cheiro de mar
outro aroma de flor,
montou duas moradas
vivia entre malas,
vagões e paisagens.

Entre o um e o outro,
abria a janela
jogava pedidos aos santos,
valha-me Santo Antônio, São Pedro
e Nossa Senhora,
tanta candura num
febre ardente noutro.

As estradas foram dobrando
curvando, encurtando,
amanhecia lua anoitecia sol,
o tempo virando urgência.

Secou o mar, pisou no sal, 
foi viver doçuras, plantar jardins,
viver o hiper realismo de um
jasmim.



"Dois homens traídos pela mesma mulher tornam-se meio parentes."
Albert Camus

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Pela janela vejo a rua
e a poesia brincando
na calçada,
fecho os olhos
e ouço a poesia
cantando na chuva,
acendo a luz
desenho a poesia,
 debruçada na vida.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

A vida assim é uma delícia, 
tua mão percorre meu pescoço suavemente.
No ar uma canção antiga, romântica e linda, 
como deveriam ser todas melodias, destes instantes.

 Desmembrados dos dias atuais, 
das correntes de hiperatividade do mundo, estamos sós.
E tua mão, como um colar, roçando minha nuca e meus pensamentos, 
sorrindo, dançando, momento perfeito de uma manhã de domingo. 

Depois de um temporal, depois da chuva, depois do vento.
 Como  se o mundo tivesse tido uma noite 
de amor selvagem, depois só paz. 
Nem brisa entra pela janela.
  O ar é friozinho e não se ouve barulho da rua.

Acabou se o mundo e sobramos nós, 
dentro da nossa intenção de viver de amor.