domingo, 15 de março de 2015


Levando a vida 
como uma música da Nana Caymmi,
beijos nos muros 
e amando mais do que o amor é capaz.


sábado, 14 de março de 2015

Lendo jornal antigo
palavras inteiras,
sonhos comuns.

Café sobre a mesa
sapato no corredor,
flor na janela.

O céu chovia com calma,
versos vinham em cartas
e a poesia não fazia barulho.


quarta-feira, 11 de março de 2015

Mais que um aperto no peito
estranheza desta saudade,
nenhum motivo lembrou teu passo
nos caminhos do entardecer.

Fosse tu homem inteiro
acreditaria eu, em cada instante
morreria pelos teus  beijos,
amaria teu canto de travesseiro.

Ensaiaria tantos rodeios
quantos volteios do meu bailado,
tua mão sempre na minha,
dizendo, tu és minha.

Pedra falsa, diamante de vidro
teu gorjeio é feio, 
teu anseio eram tantos
seios, coxas, bocas, gozo alheio.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Chove,
no meio do verão tenho vontade que o outono se instale,
coloquei cadeiras confortáveis na varanda, um chá com biscoitos 
e aguardo.

Meus olhos estão cheios do esfuziante amanhecer colorido, 
meu sono quer janelas abertas, sem ar condicionado.

Menos calor e mais aconchego. Almofadas e alguns livros. 

Roupas com meias mangas, mais tecidos vaporosos sem  transparências. 

Perfume de flores.

Vento derrubando folhas, calçadas com som de saltos e decotes com colares.

 Miudezas na maquiagem batom cor de boca, brincos discretos e nenhum suor no pescoço.

No outono a poesia não precisa de lenços, as palavras não grudam e a luz é de fotografia.

O verão é pop star o outono é uma dama .

HU JUNDI