quarta-feira, 15 de abril de 2015
quarta-feira, 1 de abril de 2015
O silencio do balanço do verde,
preparando o outono,
os piores segredos bem guardados no porão
no coração, na canção.
Toda coragem armazenada nos olhos,
fazer parte da vida sem escolher
o que virá.
Sem certezas, só andando, sem medir
as distancias.
Virar as esquinas prendendo o fôlego,
desarmada enfrentando os medos
coragem para se auto conhecer,
sem bulas ou guias.
fazer parte da vida sem escolher
o que virá.
Sem certezas, só andando, sem medir
as distancias.
Virar as esquinas prendendo o fôlego,
desarmada enfrentando os medos
coragem para se auto conhecer,
sem bulas ou guias.
segunda-feira, 30 de março de 2015
domingo, 29 de março de 2015
domingo, 22 de março de 2015
Como é difícil, como é difícil, Beatriz, escrever uma carta...
Antes escrever os Lusíadas!
Com uma carta pode acontecer
Que qualquer mentira venha a ser verdade...
Olha! O melhor é te descrever, simplesmente,
A paisagem,
Descrever sem nenhuma imagem, nenhuma...
Cada coisa é ela própria a sua maravilhosa imagem!
Agora mesmo parou de chover.
Não passa ninguém. Apenas
Um gato
Atravessa a rua
Como nos tempos quase imemoriais
Do cinema silencioso...
Sabes, Beatriz? Eu vou morrer!
(Mário Quintana)
sexta-feira, 20 de março de 2015
Sou um enigma com vagina
sobre uma cabeça confusa,
fosse dois séculos atrás
estaria amarrada, de branco,
trancafiada com os sem nome.
No peito uma dor que arde
quero o mundo que sonho,
com ventos melancólicos
paisagem com névoa,
nenhuma pergunta.
Caminho em sentido oposto
ouço o que não vejo
desejo o que não existe,
me procuro.
Insisto e se resisto, é na poesia.
sobre uma cabeça confusa,
fosse dois séculos atrás
estaria amarrada, de branco,
trancafiada com os sem nome.
No peito uma dor que arde
quero o mundo que sonho,
com ventos melancólicos
paisagem com névoa,
nenhuma pergunta.
Caminho em sentido oposto
ouço o que não vejo
desejo o que não existe,
me procuro.
Insisto e se resisto, é na poesia.
quarta-feira, 18 de março de 2015
Fechou a gaveta com força, bateu a porta, derrubou a cadeira.
Pessoas
agitadas, são piores que tormenta no meio da tarde de sol. São
inquietas, perturbam, não ouvem pensamentos, até os passos fazem ruído
alto.
Desconhecem o silencio precioso dos momentos de paz, temem a
falta das vozes, em eterno blá blá blá.
São tremores de terra perto de quem gosta de ler ou escrever.
Tanto
mais barulho fazem, menos se percebem.
Gostaria de escrever como uma
torneira pingando,sem parar, barulho chato q tira o sujeito do ar.
Desenvolveria
um texto cadenciado com barulhos de se ler, pediria para ler em voz
alta e pausada, (melhor não) desisto, eu seria castigada, tumulto
sonoro.
Vontade de presentear estas criaturas, com uma válvula
tipo de panela de pressão , quando estiverem muito agitadas, só abrir a
saída de vapor, despressurizar a energia . São incapazes de conviver
com todos que tem o prazer de sentirem um tipo de mormaço natural, dos
sem ataques de histeria seja pelo que for.
Pessoas barulhentas
são como portas batendo em dias de ventania, ninguém sabe bem qual é a
que precisa fechar, ecoam no fundo do pensar, acabam com inspirações.
Até mesmo quietas, fazem ruídos, chiados,alta carga elétrica zumbindo.
Por isso gosto do vento, me sopra verdades sem nenhuma preocupação de realmente ser ouvido.
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