Sou um enigma com vagina
sobre uma cabeça confusa,
fosse dois séculos atrás
estaria amarrada, de branco,
trancafiada com os sem nome.


 No peito uma dor que arde
quero o mundo que sonho,
com ventos melancólicos
paisagem com névoa,
nenhuma pergunta.


 Caminho em sentido oposto
ouço o que não vejo
desejo o que não existe,
me procuro.
Insisto e se resisto, é na poesia.
 

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