Estava linda de pés descalços
nas poças ,
maravilhosa de barro e vento
cheirosa de vida urbana,
poesia foi cedo pra rua
ganhar o pão roubar ilusão,
quase dormiu no trem,
abriu os olhos pro Guaíba
bebeu no bar que ainda não fecharam,
atropelou alguns ciclistas
correu pela alameda do Mario,
visitou imortais na hora do almoço
e chorou, quando viu
a verdadeira poesia, limpando parabrisas
vestindo caras de desesperança...

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