Alterou  as rotas,
Nos dias luzia
A noite fervia,
Colheres de pau
Avental de flores.
Cozinhou recheio
Para o sonho sonhado,
Desfazia poesia em caldas
Misturava letras e baunilha,
Enrolava marzipãn  decorava
A paisagem da janela,
Deixou de ir ao mundo,
Agora vai fundo no tacho,
na raspa da panela velha.
Cobre os cabelos com pano,
Sorri docemente enquanto
O peito assa com pimenta e cheiro verde.
Preparando a mesa para ilustre figurante
Esfomeado  entediado desocupado,
Estropia ventos quando dorme
Ronca alto nos lençóis de brisa
Forja uma vida para virar postal
Ou fotografia postada no mural.

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