É o próprio divino escrevendo,
testamentando evangelhos para ovelhas bobas,
que trocam seus sonhos, por quem não troca nada.
Amarras em poéticas linhas
fincadas unhas em cada alma,
cravado fundo no escuro do olho
come a carne cospe o sangue,
pinta no longe o jardim da paz,
em reinos soturnos de submissão e dor.
Depois de aniquiladas, sujeitas e fracas
escravas dolentes dos dentes
marcados,
deixam de sorrir quando percebem
que não tem mais para onde fugir.
Divinamente escreve, em cima
de mesas de sacrifício,
 um  prazer prometido, como Jerusalém,
bem além...

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