Já não escrevia só para si,
nem de si.
Caminhando sobre fios cruzados,
de alta tensão e, redobrada percepção,
observava a vida correndo,
sem saber para onde.

Desejar, ainda desejava;
um beija flor nos pensamentos,
flores de todas as cores, em dias cinza.
Uma janela com vista para dentro
e
tantos motivos para descrever,
a solidão,
a ilusão
e  pedaços soltos do céu,
que caem cada vez que a poesia
não é suficiente,
para amansar a melancolia.

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